terça-feira, 3 de junho de 2014

Stalin: A Maior Potência do Mundo.

Imagine o povo, a maioria, unidos e armados, num arrastão gigantesco por todo o país para reaver e confiscar as terras, as casas, as propriedades, os bens, as empresas e os bancos adquiridos pelos burgueses com o dinheiro roubado do povo. Agora, imagine qual seria a reação da burguesia. A resposta é: guerra com muito sangue e muitas mortes. Cada lado defendendo o seu interesse.

Os três mais famosos exemplos de revolução popular são:

 Revolução Americana de 1.775-1.783: Poder sai das mãos do rei britânico direto para as mãos da burguesia americana detentora das terras e dos meios de produção. Caracteriza-se por ter sido liderada pela burguesia local, que usou o povo para conquistar a independência dos Estados Unidos e, assim, não mais pagar impostos para o reino britânico. Um dos principais lideres foi o burgues latifundiário George Washington, filho abastado de uma família da nobreza, dona de várias terras e escravos e que se tornaria o primeiro presidente do país. [ 1 ]

 Revolução Francesa de 1.789-1.799: Poder sai das mãos do rei direto para as mãos da burguesia detentora das terras e dos meios de produção. Caracteriza-se por ter sido liderada pela burguesia local, que usou o povo para derrubar a monarquia e não mais pagar impostos ao rei. Um dos principais líderes foi o burgues Napoleão Bonaparte, filho abastado de uma família da nobreza italiana. O paradoxo é que antes da revolução ele chegou a ser imperador da França. [ 1 ]

 Revolução Russa de 1.917-1.921: Poder sai das mãos do rei direto para as mãos do partido comunista. Fim da monarquia, as terras e os meios de produção NÃO TEM DONO, ou seja, não tem patrão, não tem burgues. Um dos principais líderes foi Josef Stalin que transformou um país miserável na maior potência mundial. [ 1 ]

Das três revoluções acima, somente a russa trouxe algo de novo para a humanidade. A francesa e a america apenas trocaram seis por meia-duzia, ou seja, de uma ditadura burguesa monarquica para uma ditadura burguesa corporativa. A base, exploração do homem pelo homem, continuou a mesma. Na União Soviética e nos países comunistas, não há burguesia, portanto, não há exploração do homem pelo homem, pois nesse sistema há, apenas, os governantes como líderes, estes são eleitos pelo povo. [ 1 ] Leia mais sobre as eleições democráticas no regime comunista, onde é o povo que escolhe os candidatos e a farsa das eleições no regime capitalista, onde são os burgueses e seus políticos fantoches que escolhem os candidatos, clicando aqui.

Atualmente, para evitar uma revolução popular, a burguesia usa de vários mecanismos, entre eles, os mais eficazes são: a política do pão e circo (clique aqui para ler como ela funciona) e a mais importante, sua mídia com seus programas alienantes (clique aqui para ler como ela funciona). Agora, quando esses mecanismos não surtem efeito e a ameaça ao poder burguês se torna eminente, então, vai na porrada mesmo. Exemplo disso foi o Golpe Militar de 1.964 no Brasil. Nada de boicote das transnacionais instaladas no país contra os militares, nada de embargo, bloqueio econômico, sanções ou invasão e assassinato do presidente militar ditador como aconteceu no Iraque. Muito pelo contrário, as importações e exportações continuaram fluindo normalmente. A burguesia nacional e internacional, a ONU, os Estados Unidos, as transnacionais instaladas no país, a mídia, todos, sem exceção, apoiaram o golpe. 


Noam Chomsky - Professor Emérito do Instituto Massachucetts de Tecnologia [ 1 2 ]

Nos anos que precederam o golpe, o domínio da burguesia estava em risco, haja vista que estava acontecendo no país vários movimentos em direção a uma revolução comunista, onde o maior prejudicado seria a própria burguesia. Entendendo isso, fica claro que durante a Ditadura Militar os interesses burgueses, ou seja, o seu lucro, em nenhum momento foi ameaçado, muito pelo contrário, a burguesia continuou seu domínio sobre o mercado tranquilamente, "deitando e rolando", curtindo sua riqueza e menosprezando a pobreza, tal como fazia antes, durante e depois do golpe e até os dias de hoje. Para a burguesia: ditadura ou não, tanto faz, o importante é não tocar no bolso deles, senão... Leia sobre o Golpe Militar de 1.964 clicando aqui.


"Abaixo a ditadura, Povo no poder"
Será que tem algum burgues no meio dessa gente?

Entendido esta primeira parte, vamos avançar em direção a uma eventual vitória de uma revolução popular, onde o objetivo é socializar os meios de produção, ou seja, a grosso modo, acabar com a burguesia. Não no sentido de mata-los, mas, sim, em confiscar os bens da burguesia comprados com dinheiro roubado do povo. Burguês sem bens, não é mais burguês, é povão. Para ter o domínio de um país é preciso ter as Forças Armadas do seu lado. Portanto, uma revolução popular só é possível com o apoio das Forças Armadas ou estar muito bem armado. Claro que a burguesia vai lutar até as últimas consequências para defender o interesse deles. Ao chegar às vias de fato, chega-se ao ponto crucial. Infelizmente, nenhum dos dois lados vai ceder. Isso é exatamente o que aconteceu nos Estados Unidos de George Washington, na França de Napoleão Bonaparte e na União Soviética de Josef Stalin. Ao se dirigir para os latifúndios com o exército vermelho para fazer a reforma agrária na União Soviética, os senhores feudais (burguesia) remanescentes da monarquia que acabara, lutaram até o fim para defenderem "suas" terras. Isso acontece, inversamente, muito aqui no Brasil, com as famílias que ocupam terrenos abandonados e a polícia burguesa é acionada pela IN-Justiça títere para expulsar o povo na base da porrada. Se as famílias estivessem armadas, elas resistiriam até o fim. Burguês contra o povo e povo contra o burguês. Então, vários burgueses morreram na revolução russa lutando contra o exército vermelho. Muitas pessoas tentaram, também, derrubar o regime comunista, tramaram o assassinato de Lenin e Stalin para seguirem em direção ao capitalismo.


Forças Armadas, Trabalhadores do Campo e da Cidade. 
Derramarão o vermelho de seu sangue
para proteger o ouro amarelo (riquezas naturais) de sua terra
da ganância da burguesia capitalista.

A União Soviética e o seu regime eram constantemente ameaçados por interesses capitalistas externos, assim como, interesses capitalistas pró guerra haviam por trás da morte do presidente John Kennedy dos Estados Unidos e de seu irmão quando em campanha presidencial (assista ao filme JFK de Oliver Stone). Óbvio que estas pessoas que tramavam a morte de Stalin foram condenadas à pena de morte, assim como, está garantida tal punição na Constituição do Brasil, para quem não sabe disso, clique aqui. Porém, a mídia capitalista vende a ideia de que Stalin perseguia a oposição, quando, na verdade, a oposição eram pessoas querendo mata-lo para derrubarem o regime do país. Outro exemplo disso é que quem era comunista no Brasil, durante a Ditadura Militar, também era assassinado pelos Militares Títeres da Burguesia dominante. Se surgir no Brasil alguma liderança comunista que ponha em risco o poder da burguesia, certamente será eliminada e, caso tenha êxito, chama os militares de volta e, se mesmo assim não for suficiente, que venham os Estados Unidos para acabar com a revolução na hora, vide Chile do Salvador Allende clicando aqui. O povo francês decapitou seu rei e a sua rainha, na famosa revolução que é cantada até hoje no hino nacional do país, inclusive com a estrofe final cantada pelas crianças revolucionárias [ 1 ], neste caso, ninguém condena a carnificina que houve. Muito pelo contrário, todos enaltecem como um exemplo de levante popular. A revolução americana é algo de orgulho nos livros de história editados pela burguesia capitalista. A controvérsia da mídia burguesa e de seus livros de história é tamanha, que eles são todos encantos para com a rainha fanfarrona do Reino Unido, onde o povo tem que bancar toda a mordomia dela e de seus herdeiros, custo anual em torno de US$ 200.000.000,00 a US$ 280.000.000,00 [ 1 ]. Os livros de história e a mídia burguesa fantasiam a revolução francesa e a revolução americana, que transferiram o poder da monarquia para a burguesia capitalista, como um belo momento da história, uma poesia. Já a revolução russa, só falam que muita gente morreu. Contudo, todas foram revoluções populares com armas, muitas mortes e atrocidades, é claro, sendo que a revolução russa foi a única que teve melhoras para o povo, pois Stalin conduziu o país de uma miserável monarquia feudal para a maior potência do mundo. Mais de 85% da população era analfabeta e Stalin inverteu as estatísticas tornando a educação gratuita e, logo, toda a população estava alfabetizada.



Acabou com o desemprego e implantou um sistema de saúde pública gratuita e, logo, a expectativa de vida ultrapassou a dos Estados Unidos [ 1 ]. Tudo é relativo, depende do observador e do ponto de vista do interesse de cada um. É verdade que muitas pessoas morreram nessas TRÊS revoluções citadas, assim como, muitas morreriam se tentassem mudar o regime nos Estados Unidos, por exemplo, pois a burguesia local jamais permitiria. Leia sobre os Estados Unidos e os seus Crimes Contra a Humanidade clicando aqui e leia sobre a miséria nos Estados Unidos clicando aqui.


Genocídio de Índios pelos Estados Unidos.



Considerado a maior perda de vidas humanas de toda a história da Humanidade. [ 1 2 ]

Robert W. Thurston, Professor de História da Universidade de Miami, em Oxford, Ohio, nos Estados Unidos, rebate as acusações contra Stalin feitas pela mídia burguesa reacionária que trabalha em prol dos Estados Unidos [ 1 ], tal como foi, por exemplo, a farsa montada por esta mesma mídia dizendo que Hitler não parabenizou o negro norte americano Jesse Owens pela sua vitória nos 100 metros rasos na Olimpíada de Berlim em 1.936. Incrível, o próprio Jesse Owens disse que ele era mais bem tratado na Alemanha Nazista do que em seu próprio país racista [ 1 ]. Perceba como é poderoso o poder da mídia em distorcer a realidade dos fatos com uma facilidade que impressiona, chegando a tal ponto de, enquanto interessava, a mídia elogiava Hitler, que foi capa da revista norte americana Time que o elegeu "Homem do Ano" [ 1 ], assim como, os terroristas Richard Nixon, George W. Bush e Barack Obama, detalhe: estes foram eleitos duas vezes [ 1 ]. Leia sobre o "Direito à Revolução" clicando aqui.



Em menos de 50 anos, o progresso da União Soviética é algo inquestionável, se tornou uma das maiores potências mundiais. O que falar, então, da estação espacial MIR (único país, até hoje, a ter, sozinho, enviado tal equipamento ao espaço) e as mais de 14.000 pesquisas realizadas, entre elas: microgravidade, biologia, biologia humana, física, astronomia, meteorologia, desenvolvimento de sistemas para a permanência definitiva no espaço e o incrível recorde, até hoje imbatível, de permanência de pessoas no espaço ( 437 dias e 18 horas de Valeri Polyakov ) [ 1 ].

Antonov An-225

Até hoje, o avião Antonov An-225 é o maior avião do mundo (usado para o transporte de cargas e do ônibus espacial BURAN) [ 1 ]

Ônibus Espacial BURAN nas costas do Antonov An-225

O avião Tupolev Tu-144 foi o primeiro avião supersônico comercial, depois, surgiu apenas o Concorde construído em conjunto entre França e Reino Unido. [ 1 ]

Tupolev Tu-144

Nas duas últimas edições dos jogos olímpicos em que se encontraram (1976 e 1988) a União Soviética ficou em primeiro e os EUA em terceiro, com a Alemanha Comunista em segundo! Das 27 olimpíadas realizadas até hoje, a União Soviética participou apenas de 9 e, na soma das medalhas de todas as olimpíadas continua, ATÉ HOJE, em segundo lugar na classificação geral (sendo que, na média, estaria em primeiro, na frente dos EUA). E a Alemanha Comunista, então, disputou APENAS 5 olimpíadas e está em oitavo lugar no geral. Só como curiosidade, o Brasil está em 34º lugar, 21 olimpíadas disputadas. [ 1 2 3 ]

Ônibus Espacial Buran acoplado à Estação Espacial MIR.

A União Soviética foi o primeiro país em toda a história da humanidade a lançar um satélite artificial, o poder de persuasão da mídia capitalista é tão poderoso, que se ela falar que a União Soviética colocou a Estação Espacial MIR em órbita no espaço, ao redor da Terra, puxada por um jumento, o povo acredita.

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